Jejum pode reduzir inflamações e prevenir Alzheimer, sugere estudo

Um grupo de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, sugere que a prática do jejum pode contribuir para prevenir o Alzheimer.

Em artigo publicado em 23 de janeiro na revista Cell Reports, os pesquisadores apresentaram evidências de que a estratégia alimentar pode reduzir a inflamação do corpo, contribuindo para a prevenção de doenças.

As inflamações são respostas naturais do organismo quando ocorrem infecções. No entanto, em algumas situações o corpo produz células inflamatórias em excesso, levando a um quadro de inflamação crônica.

Uma dieta rica em calorias pode, por exemplo, causar uma metainflamação, uma síndrome crônica ligada ao desenvolvimento de doenças como diabetes tipo 2, Parkinson e Alzheimer.

Café da manhã e só
Durante a pesquisa, os cientistas fizeram uma espécie de experimento com 20 pessoas. Elas deveriam tomar um café da manhã de 500 calorias antes das 8h e jejuar pelas 24 horas seguintes. O jejum era interrompido apenas no café da manhã do outro dia e, durante o intervalo, os voluntários só poderiam consumir água.

Amostras de sangue foram coletadas após o primeiro café da manhã, ao final das 24 horas de jejum e novamente depois da refeição do segundo dia.

No final do jejum, os resultados mostraram níveis aumentados de ácido araquidônico, um lipídio que armazena energia e transmite informações entre as células. Assim que os indivíduos comeram novamente, os níveis dele caíram.

Testes feitos em laboratório mostraram que níveis altos de ácido araquidônico reduzem a atividade do inflamassoma NLRP3, uma célula inflamatória fortemente ligada ao Alzheimer e ao Parkinson. Ou seja, o jejum parece atenuar a inflamação do corpo.

“Isso sugere que o jejum regular durante um longo período pode ajudar a reduzir a inflamação crônica que associamos a estas condições. É certamente uma ideia atraente”, afirmam os autores do trabalho.

Limitações do estudo
Os pesquisadores explicam que o estudo é apenas observacional e conta com um número limitado de participantes, ou seja novas pesquisas são necessárias para confirmar a relação entre o jejum, o ácido e redução da inflamação. No entanto, o trabalho é mais um dos que apontam a restrição calórica como benéfica para a saúde.

“É muito cedo para dizer se o jejum protege contra doenças como Alzheimer e Parkinson, uma vez que os efeitos do ácido araquidônico são apenas de curta duração. Mas o nosso trabalho contribui para uma quantidade crescente de literatura científica que aponta para os benefícios para a saúde da restrição calórica”, afirmou a professora Clare Bryant, que participou do trabalho, em comunicado à imprensa.

informações fornecidas pelo portal Metrópoles

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SOBRE O AUTOR:

Comunicador e Jornalista formado pelo Centro Universitário do Maranhão.

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